domingo, 14 de fevereiro de 2010

Conheça o PETAR: cavernas, cachoeiras e mata atlântica

   O PETAR - PARQUE ESTADUAL TURÍSTICO DO ALTO RIBEIRA - é um dos parques mais antigos do Estado de São Paulo, criado em 1958. O PETAR conta com uma área de 35.712 ha, visando resguardar e proteger o rico patrimônio natural da região do Alto Ribeira. Esta fica no sul do estado de São Paulo bem próximo da fronteira com o Paraná nos municípios de Iporanga (75%) e Apiaí (25%), representada pela importante biodiversidade dos remanescentes de mata atlântica, pelos sítios paleontológicos, arqueológicos, históricos e por abrigar uma das províncias espeleológicas mais importantes do Brasil com mais de 300 cavernas cadastradas pela SBE - Sociedade Brasileira de Espeleologia. Para ler a postagem completa e ver todas as fotos, clique mais abaixo em “Leia Mais”
parede cristalina




   A existência de matas bem conservadas, aliada à característica de relevo escarpado e cárstico, que faz frente aos ventos do Atlântico Sul, resulta em grandes quantidades de chuva, cuja água é armazenada e escoada por densa drenagem superficial e subterrânea. A região funciona como um enorme reservatório de água para o futuro. Deslumbrantes cachoeiras, formadas por rios cristalinos, lançam-se rumo às planícies, através de altitudes que variam de 200 a mais de 1.000 metros.
cachoeira petar rio cristalino rio petar rio no petar
cachoeira do betarizinho
cachoeira  cachoeira do sem fim cachoeira petar sem fim entrada da caverna
  

   Correndo rápido pela acentuada declividade desta porção da Serra de Paranapiacaba, as águas pluviais, saturadas de ácido carbônico proveniente de solos altamente húmicos dos seus arredores, penetram nas fissuras rochosas e desgastam continuamente o calcário, abrindo dutos e galerias, originando um dos espetáculos mais incríveis da natureza: as cavidades naturais ou cavernas calcárias. Seus impressionantes e magníficos espeleotemas (estalactites, estalagmites, cortinas, colunas, flores, etc.) atestam esta contínua e lenta evolução.
caverna Santana cavalo caverna Santana caverna petar
caverna santana petar    santana caverna parede caverna petar
peru caverna Santana pilar petar
 
 
   Todo um mundo à parte, condicionado pela ausência de luz, encerra-se nestas cavernas, com espécies adaptadas a viverem apenas nestes ambientes, os troglóbios como o bagre-cego (Pimelodella kronei) ou o grilo cavernícola, entre outros, ou dependentes dela, os troglófilos como algumas espécies de morcegos. O alimento para pequenos insetos, aracnídeos, crustáceos, peixes, entre outros, é trazido tanto pelo rio que corta a caverna, como pelas fezes dos morcegos. Esta característica aumenta ainda mais a complexidade da biodiversidade local. 


Bagre-cego
bagre-cego
  

Grilo Cavernícola
grilo cavernícola

 
Morcego
morcego petar

 
   A contigüidade de outras Unidades de Conservação vizinhas, como o Parque Estadual Intervales – PEI, Parque Estadual Carlos Botelho – PECB e Estação Ecológica de Xitué – EEX, aliado à existência de uma área de entorno ainda conservada, assegura à região um contínuo de mata íntegra (>200.000 ha) que permite a existência de espécies faunísticas de amplo território, como a onça-pintada (Panthera onca), o mono-carvoeiro ou muriqui (Brachyteles arachnoides) e gavião-real ou harpia (Harpia harpya). Cerca de 30 outras espécies de vertebrados encontram-se na lista de ameaçados de extinção, como a rara ave marialeque (Onychorhyncus coronatus), a ágil lontra (Lutra longicaudis) e curioso cágado (Hydromedusa maximiliani), entre outros.
  

Onça-pintada
onça-pintada


Muriqui
muriqui petar
  

Harpia
gavião real petar

 
Marialeque
marialeque petar

 
Lontra
lontra petar
  

Cágado
cágado petar

 

   Minerações ilegais, extração de palmito, caça e pesca, contaminação de rios, desmatamentos, são algumas formas de agressão que ameaçam o PETAR. Além dos trabalhos de fiscalização, os esforços de preservação têm envolvido as comunidades tradicionais que vivem na Unidade e na região de entorno do Parque, criando alternativas econômicas como o ecoturismo, com formação de monitores locais. Sob a responsabilidade do Instituto Florestal, órgão da Secretaria do Meio Ambiente, a implantação do PETAR é realizada por equipe técnico-administrativa e de guardas-parque (vigias e guias), contando com a participação do instituto Geológico, Fundação Florestal, Prefeituras Municipais de Iporanga e Apiaí, Polícia Florestal e de Mananciais, Organizações Não Governamentais (espeleológicas e ecológicas), pesquisadores científicos e um grupo voluntariado de apoio, além de outras instituições.
P5240076 pedra branca petar
   
   O acesso ao PETAR pode ser feito pela BR-116 (São Paulo - Curitiba) saindo na cidade de Jacupiranga ou pela estrada que liga a rodovia Castelo Branco a Apiaí . O Traque já foi lá e recomenda, vale a pena mesmo!
 
Fonte: Wikipédia, Petar, fotos de excursão e Google Imagens.
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